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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Cuidados com as Crianças

Verão, época de cuidados...
Saiba por que seus pais se preocupam tanto em protegê-lo do Sol !

A estação mais esperada pela garotada já chegou: o verão, tempo de sol e férias escolares. Nesse período, muitas crianças gostam de ir à praia ou à piscina brincar com amigos. Resultado: a pele fica vermelha como um pimentão e dias depois começa a descascar. Já aconteceu com você? A chegada do verão traz também a velha preocupação dos pais em proteger os filhos dos efeitos do Sol. Eles cismam, por exemplo, em limitar as brincadeiras à sombra dos guardas-sóis, em passar o protetor solar várias vezes e até em colocar uma camiseta. Pode parecer chato, mas você já parou para pensar nos motivos de toda essa preocupação? Por que se fala tanto nisso no verão?

A exposição exagerada e sem cuidados ao Sol é prejudicial à saúde e pode causar sérios problemas ao organismo. Queimaduras, envelhecimento rápido da pele, lesão nos olhos, desidratação, sardas e mesmo doenças mais graves, como o câncer da pele, são alguns exemplos. Isso ocorre porque, com a redução da camada de ozônio, os raios ultravioleta irradiados pelo Sol, atingem a Terra com maior intensidade. Esses raios, chamados UVA e UVB, podem ser nocivos à saúde. O câncer da pele é provocado por eles, que penetram em diferentes camadas da pele e provocam alterações nas células, que passam a se multiplicar de forma acelerada e desordenada. Se não for descoberta a tempo, a doença pode oferecer risco de vida.
Mas você não precisa deixar de se expor ao Sol. A exposição excessiva faz mal, mas por outro lado, a dosagem certa é uma aliada da nossa saúde. O Sol tem, por exemplo, a importante função de fixar a vitamina D em nosso organismo ou o cálcio nos ossos, para deixá-los mais fortes. Os médicos recomendam que se evite pegar sol no período das 10h às 16h, quando os raios ultravioleta são mais intensos.

As crianças devem utilizar um protector solar com a máxima protecção e colocá-lo de 2 em 2 horas, sendo importante que, para além do protector, use também uma t-shirt e um chapéu para uma protecção mais eficaz. Como as crianças raramente estão receptivas à colocação do protector pode sempre optar pelos protectores em spray. Especial atenção às zonas de maior exposição, como é o caso do nariz, bochechas, testa e lábios.


Os protectores solares devem ser escolhidos com algum cuidado, nomeadamente:
- não devem conter filtros químicos,
- devem ter uma fórmula fotoestável,
- devem ser resistentes à água,
- não devem ser fotossensibilizantes
- devem adaptar-se a pessoas atópicas

É importante usar regularmente o protetor solar, com fator de proteção (FPS) indicado para a sua pele. O protetor deve ser aplicado em casa 30 minutos antes da exposição ao Sol, sempre que sair da água e a cada duas horas de exposição contínua. Também é preciso ficar na sombra, usar chapéus e óculos de sol. Mas atenção! Ficar sob um guarda-sol é importante, mas não suficiente para se proteger, pois a radiação solar é refletida pela água, areia e concreto. E saiba que esses cuidados devem ser tomados durante o ano todo, pois os raios UVA e UVB continuam intensos mesmo no inverno ou em dias nublados. Proteger-se desde criança é fundamental para manter a saúde da pele. Estima-se que, até os 18 anos, a pessoa tem um tempo de exposição solar maior que no restante da vida. E os efeitos da radiação dos raios UVA e UVB são cumulativos, ou seja, os danos causados à pele podem aparecer só muitos anos depois. Portanto, bronzear-se aos poucos é mais saudável, natural, bonito - e duradouro.

Os adultos e as crianças devem beber muita água, enquanto permanecerem na praia para evitar a desidratação e não devem estar expostos demasiado tempo ao Sol.

Tanto os adultos como as crianças devem hidratar a pele após a exposição ao Sol, com um bom creme ou óleo de providencie à pele os nutrientes que perdeu ao longo de um dia de praia ou na piscina.

Curta o sol de forma inteligente e aproveite o verão!



Dica Especial
Crianças devem viajar sempre no banco traseiro. As pequenas devem ser transportadas em cadeirinhas apropriadas. A partir dos sete anos, as crianças podem usar cinto de segurança do banco traseiro
Gestantes devem usar o cinto, atado de maneira segura e conf
ortável; nem apertado nem frouxo demais.


E Boas Férias!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

COMO CRIAR UM CRIMINOSO ?

A Bíblia nos ensina em Provérbios 22.6: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." A chefia de polícia de Houston, Texas (EUA), publicou as seguintes diretrizes irônicas sobre a educação de filhos:

Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?

  • Desde pequeno, dê ao seu filho tudo que ele deseja.
  • Ache graça quando seu filho disser palavrões, pois assim ele ficará convencido da sua originalidade.
  • Não lhe dê orientação espiritual. Espere que ele mesmo escolha "sua religião" depois dos 21 anos de idade.
  • Nunca lhe diga que ele fez algo errado, pois isso poderia deixá-lo com complexo de culpa.
  • Deixe que seu filho leia o que quiser... A louça deve ser esterilizada, mas o espírito dele pode ser alimentado com lixo.
  • Arrume pacientemente tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, meias. Coloque tudo em seu lugar. Assim ele se acostumará a transferir a responsabilidade sempre para os outros.
  • Discuta freqüentemente diante dele, para que mais tarde ele não fique chocado quando a família se desestruturar.
  • Dê-lhe tudo em comida, bebida e conforto que o coração dele desejar. Leia cada desejo nos seus olhos! Recusas poderiam ter perigosas frustrações por conseqüência.
  • Defenda-o sempre contra os vizinhos, professores e a polícia; todos têm algo contra seu filho!
  • Prepare-se para uma vida sem alegrias – pois é exatamente isso que o espera!
  • Quem "educar" seus filhos dessa maneira, realmente deve esperar anos difíceis, pois a Bíblia diz em Provérbios 29.15b: "...a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". Aquele, entretanto, que seguir a Palavra de Deus na educação, experimentará o que diz Provérbios 29.17: "Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma." (Norbert Lieth).

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 1997.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tirania Infantil

As famílias atuais estão assustadas. Não conseguem impor o menor limite aos filhos, pequenos tiranos que se recusam a ir dormir às 11 da noite, varando a madrugada a fora a bagunçar a casa, se negam a escovar dentes porque “Agora não estou com vontade e pronto”, exigem roupas de franquia, destroem tudo e só querem sanduíches ou batatas fritas.

Não! Não é por aí! Os pais precisam, logo, logo, encontrar o meio termo entre autoritarismo e permissividade e segurar as rédeas senão as coisas ficam feias.

As crianças estão manipulando seus pais muito rapidamente, seja porque se sentem inseguros e temem perder o amor dos filhos a menor barreira aos seus desejos, ou porque querem compensá-los porque não têm muito tempo para eles.

O NÃO é também um fator de organização da personalidade humana. Desde cedo, precisamos aprender a trabalhar com a impossibilidade – dados de realidade da vida comunitária são necessários para nos tornarmos adultos bem ajustados na sociedade humana. Filhos criados por pais que abrem mão da autoridade, podem ter uma vida adulta arriscada. Também, adultos intolerantes à frustração, teimosos, narcisistas, agressivos e que querem se impor à força e aos gritos, foram crianças criadas sem limites. Eram, quando crianças o tipo “birrento”, choravam, esperneavam, faziam malcriação até conseguir dobrar os pais. Quando adultos, só substituem o choro pelo grito intimidador, o esperneio pela teimosia e intolerância exageradas.

Mas o que fazer? Primeiro, esteja convicto de seu “NÃO” e o diga firme e claramente. O “NÃO” firme não é aquele aos gritos. Esse é o não de quem está desesperado e não convicto. Lembre-se disso. Explique, sem grandes discursos, a razão de seu “NÃO”. Seja justa e coerente. Não transforme uma ordem de ontem em uma permissão de hoje ou vice-versa. Outra coisa: a criança precisa saber que, em certas coisas, ela não tem escolha – “Ah, porque hoje eu não quero escovar os dentes” – por exemplo. Diga-lhe que ela pode escolher entre ficar em casa com a babá ou sair com você em determinadas ocasiões, mas em matéria de escovação de dentes não há negociação porque você a ama e sabe que isso iria prejudicar seus dentes que seriam comidos por bichinhos (bactérias) que existem na boca. A criança entende e além do mais você está lhe passando informações importantes para seu conhecimento.

Deixe-a, se preciso, no momento da birra, chorar até cansar. Estimule-a, se necessário. “Ah, é isso que você quer? Pode chorar, chora mais, anda!” Parece cruel, mas desafiada, podem ter certeza, ela logo para.

Assim, com rédeas na mão e com carinho é muito gostoso tê-las e desfrutar de seu convívio. Podem crer!

Texto de Vanessa Gomes da Rocha - Psicopedagoga